Goiânia, 13 de maio de 2008

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Ultimato da Prefeitura é ignorado

Apenas 3 das 26 escolas sem alvará autuadas pela Prefeitura cumprem o prazo para a regularização

Carla Borges

Um mês após o ultimato da Secretaria Municipal de Fiscalização Urbana (Sefur), apenas 3 das 26 escolas e faculdades particulares autuadas pela Prefeitura por funcionarem sem alvará regularizaram a situação. O prazo de 30 dias venceu no último domingo. Duas escolas entraram com recurso contra a autuação da Sefur, pedindo mais prazo. As outras 21 continuam funcionando irregularmente e devem ser autuadas novamente pela Sefur. A multa, desta vez, conforme prevê a legislação, será dobrada, no valor de até R$ 1,4 mil.

Novo titular da Sefur, empossado na última sexta-feira, Santana Pires disse ao POPULAR que as escolas irregulares, todas no Setor Bueno, serão visitadas e autuadas novamente pelos fiscais ainda esta semana, provavelmente até quinta-feira. As equipes já estão prontas para a operação. “Vamos multar quem estiver com pendências. Queremos dialogar e que todos se regularizem, mas não podemos permitir que continuem descumprindo a lei”, enfatizou o secretário.

Ele descarta o fechamento imediato de algum estabelecimento, justificando que o ano letivo nem chegou à metade e só nas escolas em situação irregular do Setor Bueno estudam cerca de 20 mil alunos. No início do ano, 27 escolas não tinham alvará de funcionamento. Quatro se regularizaram: a Escola Interamérica Ltda., ainda em março; a Escola Videira, Oxigênio Cursos (Oxigênio Jurídico) e MBM Professores Associados (Olimpo Pré-Vestibulares). As três últimas receberam o ultimato e atenderam o prazo. Entraram com recurso o Colégio COC e a Faculdade Ávila. Outros estão com o processo de alvará em andamento. Depois de fiscalizados pela Sefur, que também confere a documentação apresentada, os processos são enviados à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedem), que emite o alvará de funcionamento.

A intenção do secretário Santana Pires é de encontrar uma saída junto ao Ministério Público (MP) estadual, para que os representantes das escolas e faculdades sejam obrigados a não só regularizar a situação burocrática, mas também a propor e realizar as medidas mitigadoras, para reduzir os impactos causados, principalmente ao trânsito. No MP o caso está sendo investigado pelas promotorias de Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Público, que instauraram inquéritos distintos para apurar danos e responsabilidades sobre a situação.

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