Goiânia, 13 de maio de 2008

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Rubens Cavallari/Folha Imagem

Ana Carolina Oliveira concedeu entrevista ao Fantástico sobre o drama que vive

Decisão sobre liberdade do casal Nardoni deve sair hoje

Desembargador deve divulgar hoje se concede HC a Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, presos desde a semana passada acusados de matar a garota Isabella

São Paulo - O desembargador Caio Canguçu, da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), deve decidir hoje sobre o habeas-corpus pedido pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella. A garota morreu no dia 29 de março depois de ser arremessada pela janela do apartamento do casal, no sexto andar de um prédio na zona leste de São Paulo.

Canguçu mora no interior e ontem não foi ao Tribunal. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, ele disse que deve entregar sua decisão hoje. Nardoni e Anna Carolina estão presos desde a quarta-feira da semana passada, quando foi decretada a prisão preventiva do casal. O pai permaneceu ontem no 13º Distrito Policial (Casa Verde) e Anna, após um protesto das presas da Penitenciária Feminina de São Paulo (zona norte), onde havia sido levada inicialmente, foi encaminhada para a Penitenciária de Tremembé (a 147 quilômetros de São Paulo).

O pedido de liberdade foi protocolado na sexta-feira pelos advogados do casal. A defesa pede também que o despacho no qual o juiz Maurício Fossen acolhe a denúncia contra Anna e Alexandre seja anulado.

Foi Canguçu quem decidiu pela libertação do casal quando eles foram presos temporariamente. O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de Santana, havia determinado a prisão do casal. No dia 11 de abril, o desembargador concedeu o habeas-corpus em caráter liminar (provisório) que soltou Alexandre e Anna Carolina. À época ele afirmou que os argumentos para manter os dois presos eram insuficientes.

Promotor
O promotor Francisco Cembranelli, que cuida do caso da morte de Isabella, disse ontem que, embora espere rapidez, o julgamento poderá ocorrer em 2009. “Eu acredito que o julgamento pode acontecer no ano que vem, por conta do grande número de recursos que a defesa tem. Eu não vou recorrer a nada, mas acredito que eles recorrerão o máximo possível enquanto tiverem direito”, afirmou.

Sobre o julgamento do habeas-corpus, Cembranelli afirmou que está tranqüilo. Ele entende ser melhor que o casal permaneça preso, para dar celeridade no julgamento. Explicou que mesmo que o desembargador Caio Canguçu entenda que o despacho não era coerente, Fossen poderia redigi-lo novamente, mas a denúncia não seria invalidada.

O promotor ainda comentou a entrevista da mãe da Isabella, Ana Carolina Oliveira, para o Fantástico (veja trechos nesta página), no domingo “Foi uma entrevista muito triste. A Ana Carolina está passando por uma sucessão de datas que trazem uma lembrança viva de Isabella”, afirmou Cembranelli, referindo-se ao Dia das Mães e aos aniversários de Isabella e da própria Ana Carolina.

Antonio Nardoni, avô paterno de Isabella, disse que Ana Carolina mentiu e omitiu informações na entrevista ao Fantástico. Ele disse que a mulher foi bem na primeira parte da entrevista, mas mentiu em alguns pontos e omitiu outros pontos.Ele cita como exemplo a declaração de Ana Carolina de que ela e Alexandre não se falavam. Antonio Nardoni diz que, “ultimamente”, os dois não se falavam, mas que Ana Carolina teria entrado em contradição na entrevista ao afirmar que soube do ciúme de Anna Carolina Jatobá por meio do próprio pai de Isabella. Também disse que Ana Carolina “se entendia” com Jatobá sobre questões relacionadas à menina. (Folhapress/Agência Estado)

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FRASES

Trechos da entrevista de Ana Carolina Oliveira concedida ao ‘Fantástico’:

“Eu ando muito angustiada. Meus dias têm sido
angustiantes. Acho que só Deus sabe de onde eu
tenho tirado forças para conseguir continuar minha vida."

Ela respirava. O coração dela batia e ela estava no chão.
Eu ajoelhei na frente dela, coloquei a mão no peito dela e falei “filha,
fica calma, mamãe está aqui. Vai dar tudo certo”. A minha vontade, quando
eu cheguei, era de pegá-la e levá-la, de tirar ela dali e levar para socorrer ela.”

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