Goiânia, 13 de maio de 2008

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SIAMESES

Bebê de 2 cabeças é sepultado

Foi sepultado ontem, na cidade onde moram seus pais, no interior de Goiás, o bebê com duas cabeças que nasceu no sábado, no Hospital Materno-Infantil. A criança, que tinha também duas colunas, duas traquéias e sexo indefinido, morreu poucas horas após o parto, na UTI do hospital. Os médicos chegaram a fazer uma cirurgia emergencial, mas o recém-nascido não resistiu às complicações pós-operatórias.

Com experiência na separação de gêmeos siameses (já separou quatro pares de gêmeos no HMI e ajudou no parto de outros cinco, que morreram), o médico Zacharias Kalil foi chamado às pressas ao hospital. A segunda cabeça, subdesenvolvida, morreu logo após o nascimento. Como as duas traquéias se comunicavam, a criança não conseguia respirar direito. “Foi preciso operar, porque o risco de morte era iminente. Melhoramos a respiração, mas ele teve outras complicações, entre as quais, distúrbio metabólico no sangue.”

A má formação só foi detectada no parto, que foi cirúrgico porque a criança estava sentada. Até então, havia suspeita de hidrocefalia. Os pais, que pediram para não ser identificados, são jovens. Esse era seu primeiro filho. Kalil diz que as principais causas de ocorrência de siameses são ambientais, como abuso de agrotóxicos. (Isabel Czepak)

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