Goiânia, 13 de maio de 2008

HOME

ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

EDITORIAS
Capa
Opinião
Cidades
Política
Economia
Mundo
Esporte
Magazine

CLASSIFICADOS
Vrum
Lugar Certo

COLUNAS
Giro
Direito e Justiça
Coluna social
- Arthur Rezende
- Spot
Memorandum
Crônicas e
outras histórias

SERVIÇOS
E-mail
Cartas dos leitores
Assinatura
Acontece
Tempo hoje
Na telinha
Cinema
Horóscopo
Guia do Assinante
Central
do Assinante

CHARGE

ESPECIAIS
Minimaratona 2007
Maratoninha 2007
Pensar 2007
Prêmio Propaganda

SITES
OJC
Tv Anhanguera
Goiasnet
Jornal do Tocantins
Fundação J. Câmara
Rede Anhanguera
97FM
Executiva FM

Anuncie

 

Ricardo Rafael

Jorcelino Braga (à direita) presta esclarecimentos à promotora Ivana Farina

Sefaz terá de passar 22 mi à Saúde

Termo de Ajuste de conduta acertado com o Ministério Público e que vai ao governador fixa valor mensal

Marly Paiva

A Secretaria da Fazenda se comprometeu a repassar mensalmente R$ 22 milhões à Secretaria da Saúde. Acordo nesse sentido foi fechado ontem à tarde, em uma reunião no Ministério Público Estadual (MP), que levou quase quatro horas de negociação, a portas fechadas, pelo secretário da Fazenda, Jorcelino Braga. O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) será submetido ao governador Alcides Rodrigues pela Procuradoria-Geral do Estado e deverá ser devolvido ao MP em sete dias.

O valor acertado é o mínimo que a pasta da Saúde apontou como necessário para manter serviços e ações essenciais, fora a folha de pagamento e os restos a pagar. A dívida que as parcelas não poderão cobrir, a Saúde informou totalizar cerca de R$ 190 milhões.

Do total combinado, R$ 15 milhões terão de ser liberados em dinheiro e os R$ 7 milhões restantes poderão ser repassados em crédito com fornecedores. Ao fim da reunião, Braga informou que o repasse deste mês já será de R$ 22 milhões, como está no papel.

O valor mensal representa acréscimo de R$ 9,75 milhões sobre a média dos quatro primeiros meses deste ano: que ficou em cerca de R$ 12 milhões. A parcela mais baixa do período foi a de fevereiro, que ficou em cerca de R$ 7 milhões. Ainda assim, o valor que a Sefaz terá de passar pode ser inferior aos 12% que a Constituição Estadual estabelece para a Saúde. É o que as promotoras Ivana Farina Navarrete Pena e Marilda Helena dos Santos, do Núcleo de Apoio Operacional de Defesa do Cidadão do Ministério Público, querem conferir.

Acompanhamento
As condições definidas no Termo de Ajuste de Conduta incluem, além do prazo de sete dias para entrada em vigor, um tempo para que o Ministério Público acompanhe a receita mensal do Estado e verifique se a importância repassada cobre os 12% da receita líquida ou se terá de ser corrigida. O próprio secretário da Fazenda admitiu que o mínimo constitucional, hoje, corresponderia a “pouco mais de R$ 30 milhões”, com a ressalva de que a receita varia de um mês para outro.

Jorcelino Braga lembrou que o Estado fechou o ano passado com déficit de R$ 986 milhões e disse que, certamente, ao elevar a parcela que tem sido entregue à Saúde, estará remanejando dinheiro de outros setores. Ivana Farina preferiu não falar em valor, antes de um acompanhamento da receita líquida que a Sefaz informará. “É preciso atender à Saúde, vamos cumprir o compromisso,” assegurou.

A reunião começou com o secretário Jorcelino Braga, o procurador-geral do Estado, Norival Santomé, e as duas promotoras. Posteriormente, a secretária interina da saúde, Maria Lúcia Carnelosso, chegou. Ivana Farina disse que sua presença tornou-se necessária para viabilizar o acordo. O encontro tinha sido marcado ainda no dia 4 de abril, data em que Braga prestou depoimento no inquérito civil público instaurado pelo Núcleo de Defesa do Cidadão para apurar o descumprimento da obrigação constitucional nos repasses e a crise na Saúde. Ontem o secretário da Fazenda entregaria um cronograma para a liberação mensal dos recursos financeiros e informaria os valores repassados.

Dispensa
O cronograma foi dispensado porque a secretária Maria Lúcia explicou a necessidade de que os repasses sejam feitos à medida que as demandas forem apresentadas, ao longo de cada mês. “A Fazenda vai ter de lidar com a receita liquidada”, explicou Ivana Farina. Ela esclareceu depois da reunião que os R$ 36 milhões citados em abril referem-se a um duodécimo da receita orçamentária plena, a prevista em lei para o exercício.

Ivana Farina explicou que o acordo não põe fim ao inquérito, já a promotoria acompanhará a receita para ver se o porcentual estará sendo cumprido. O objetivo é assegurar que os repasses sejam feitos e o cidadão tenha acesso aos servi ços e ações da Secretaria Estadual de Saúde. Da maneira como vinha ocorrendo, estava uma defasagem absoluta, um caos”, asseverou ao relatar o acordo.

Anterior | Cidades | Próxima