| Para analistas, plano não corrige infra-estrutura São Paulo - O pacote de política industrial anunciado
ontem pelo governo não atacou os pontos básicos para o deslanche da indústria
brasileira, como remoção de obstáculos aos investimentos em infra-estrutura e redução
de forma ampla da carga tributária, avaliaram economistas ouvidos.
Trata-se de um pacote inadequado em relação ao que
realmente a indústria precisa para crescer, afirmou o economista-chefe da MB
Associados, Sergio Vale. Ele destacou que, antes de atacar os pontos microeconômicos
setoriais, é necessário dar condições básicas para desobstruir os entraves da
infra-estrutura, especialmente de transporte rodoviário e marítimo, e diminuir os
impostos incidentes sobre a produção. O enfoque do pacote anunciado é prematuro e
pode significar mais gastos públicos porque não existem as condições básicas para
impulsionar o crescimento.
Essa avaliação é compartilhada pela economista-chefe para
Brasil do Banco Real, Zeina Latif. A agenda de política industrial hoje é
outra, disse a economista. Para ela, a indústria precisa agora de políticas
horizontais que incluem a redução de carga tributária de forma generalizada. (AE) |