Goiânia, 13 de maio de 2008

HOME

ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

EDITORIAS
Capa
Opinião
Cidades
Política
Economia
Mundo
Esporte
Magazine

CLASSIFICADOS
Vrum
Lugar Certo

COLUNAS
Giro
Direito e Justiça
Coluna social
- Arthur Rezende
- Spot
Memorandum
Crônicas e
outras histórias

SERVIÇOS
E-mail
Cartas dos leitores
Assinatura
Acontece
Tempo hoje
Na telinha
Cinema
Horóscopo
Guia do Assinante
Central
do Assinante

CHARGE

ESPECIAIS
Minimaratona 2007
Maratoninha 2007
Pensar 2007
Prêmio Propaganda

SITES
OJC
Tv Anhanguera
Goiasnet
Jornal do Tocantins
Fundação J. Câmara
Rede Anhanguera
97FM
Executiva FM

Anuncie

 

Lideranças goianas afirmam
que pacote ainda não é suficiente

Mariza Santana

A nova política industrial do governo federal anunciada ontem, chamada Política de Desenvolvimento Produtivo, está no caminho certo. Possui metas ambiciosas de aumento do investimento fixo e em pesquisa e desenvolvimento, e para as exportações. Mas ainda não é suficiente para acelerar o desenvolvimento do setor.

Essa é a avaliação de lideranças de classe goianas, que fizeram uma análise preliminar da medida, uma vez que o documento completo com as ações não estava disponível ontem.

Para o presidente do Conselho da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Alberto Borges, em linhas gerais, a direção da nova política industrial é adequada. Mas a dose é pequena. “Isso não ajuda fortemente o setor industrial, principalmente o exportador, que sofre com o atual cenário de dólar baixo”, avalia.

Para Alberto Borges, as medidas não terão o impacto necessário para agregar valor aos produtos brasileiros. Ele lembra que o País está ficando extremamente dependente da exportação de commodities (produtos agrícolas primários e minerais), o que no futuro poderá tornar-se um problema para o governo.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fieg), Paulo Afonso Ferreira, quer um estudo mais detalhado da nova política industrial. Ele considera importantes as quatro principais metas, com destaque para o aumento dos investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento. “Mas como chegar lá?”, questiona o empresário.

Para implementar as medidas com rapidez será necessário recorrer a medidas provisórias (MP). O presidente da Fieg lembra que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá papel importante nessa política, portanto é preciso diminuir sua burocracia. Ele cobra um detalhamento da política e de que forma ela será implementada.

O foco no aumento das exportações é positivo, segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg), Pedro Bittar. Mas ele ressalta que é preciso reduzir as taxas de juros para incentivar os investimentos. “O plano ainda é tímido, precisa avançar mais”.

Segundo Bittar, o governo poderia ter sido mais ousado. A melhor notícia, aponta, é a eliminação da incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos financiamentos do BNDES.

Anterior | Economia | Próxima