Goiânia, 13 de maio de 2008

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Especialistas destacam alívio
tributário e estímulo às exportações

Edimilson de Souza Lima

Advogados tributaristas consultados, ontem, pelo POPULAR consideraram positivas as medidas anunciadas pelo governo para aliviar a carga tributária das empresas e incentivar as exportações do País. Para o advogado Cairon Santos, o pacote vinha sendo gestado no governo, há muito tempo, e só não foi anunciado no início do ano porque o Congresso Nacional derrubou a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), reduzindo em cerca de R$ 40 bilhões o Orçamento da União.

“Acho até que os benefícios oferecidos para as empresas, agora, seriam maiores e melhores, se não fosse a queda da CPMF”, diz Cairon Santos, que considera “plenamente factível a meta do governo de aumentar de 1,18% para 1,25% a participação do Brasil no comércio internacional.

Ele esclarece, entretanto, que não acredita em redução da carga tributária no País, pois embora esta não aumente em termos porcentuais, aumenta em valores absolutos com o crescimento da economia. “Entendo que haverá apenas a desoneração tributária em situações específicas”, diz o Cairon Santos.

Micro
O também advogado tributarista Thiago Miranda diz que as medidas anunciadas pelo governo ficaram dentro das expectativas e destaca em especial os benefícios para as micro e pequenas empresas que se inserirem na atividade exportadora. “Considero de grande importância a extensão do Fundo de Garantia de Exportação (FGE) para as empresas do segmento com exportações anuais de até R$ 1 milhão, bem como a simplificação do sistema aduaneiro, com sensível redução dos trâmites burocráticos para as vendas ao exterior”, afirma.

Thiago Miranda diz acreditar que, no caso específico de Goiás, o pacote da nova política industrial contribuirá para que o Estado alcance, ou até mesmo supere, o crescimento econômico de 7%, preconizado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás.

“Não tenho dúvida de que as medidas anunciadas vão melhorar consideravelmente a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, reduzindo as seqüelas dos problemas cambiais gerados pela sobrevalorização do real”, diz Thiago Miranda. O tributarista lembra, entretanto, que os melhores aquinhoados serão as empresas que importarem bens de capital e as empresas tecnológicas que produzirem softwares para exportação.

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