Goiânia, 13 de maio de 2008

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VÔLEI

FIVB impõe cota de estrangeiros nos clubes

Lausanne – A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) tomou uma decisão histórica ontem, em reunião extraordinário do seu Comitê Executivo. A partir da temporada 2010/11, os clubes poderão ter apenas dois jogadores estrangeiros em quadra durante seus jogos em quaisquer competições oficiais que dispute.

Segunda a FIVB, a polêmica regra, chamada de “4+2” - numa referência aos quatro jogadores nacionais e aos dois estrangeiros que um time pode ter em quadra –, serve para democratizar o vôlei mundial. Afinal, os clubes mais ricos não poderiam montar verdadeiras seleções mundiais, como ocorre atualmente. Além disso, jogadores de países como a Itália, por exemplo, teriam mais chance de jogar.

A Itália tem há algum tempo o campeonato de vôlei mais forte do mundo. Alguns times chegam a ter seis estrangeiros em seus elencos, como é o caso do Cimone Modena, que tem os brasileiros Ricardinho, Sidão, André Heller, Murilo e André Nascimento, além do cubano Angel Dennis.

A medida deve sofrer muita contestação judicial, principalmente por causa das leis trabalhistas da União Européia, que permitem a livre circulação de trabalhadores nos países do bloco. Mas o argumento da FIVB é que os clubes podem contratar quantos estrangeiros quiserem, desde que só coloquem dois em quadra durante os jogos, o que seria uma regra estritamente esportiva.

O limite de jogadores estrangeiros nos clubes vem sendo estudado há algum tempo pelas federações esportivas. A Fifa tenta fazer o mesmo no futebol, implantando a regra do “6+5”, mas ainda não conseguiu o sucesso alcançado agora pela FIVB. (AE)

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