| VÔLEI FIVB impõe cota de estrangeiros nos clubes
Lausanne A Federação Internacional
de Vôlei (FIVB) tomou uma decisão histórica ontem, em reunião extraordinário do seu
Comitê Executivo. A partir da temporada 2010/11, os clubes poderão ter apenas dois
jogadores estrangeiros em quadra durante seus jogos em quaisquer competições oficiais
que dispute.
Segunda a FIVB, a polêmica regra, chamada de 4+2
- numa referência aos quatro jogadores nacionais e aos dois estrangeiros que um time pode
ter em quadra , serve para democratizar o vôlei mundial. Afinal, os clubes mais
ricos não poderiam montar verdadeiras seleções mundiais, como ocorre atualmente. Além
disso, jogadores de países como a Itália, por exemplo, teriam mais chance de jogar.
A Itália tem há algum tempo o campeonato de vôlei mais
forte do mundo. Alguns times chegam a ter seis estrangeiros em seus elencos, como é o
caso do Cimone Modena, que tem os brasileiros Ricardinho, Sidão, André Heller, Murilo e
André Nascimento, além do cubano Angel Dennis.
A medida deve sofrer muita contestação judicial,
principalmente por causa das leis trabalhistas da União Européia, que permitem a livre
circulação de trabalhadores nos países do bloco. Mas o argumento da FIVB é que os
clubes podem contratar quantos estrangeiros quiserem, desde que só coloquem dois em
quadra durante os jogos, o que seria uma regra estritamente esportiva.
O limite de jogadores estrangeiros nos clubes vem sendo
estudado há algum tempo pelas federações esportivas. A Fifa tenta fazer o mesmo no
futebol, implantando a regra do 6+5, mas ainda não conseguiu o sucesso
alcançado agora pela FIVB. (AE) |