Goiânia, 13 de maio de 2008

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Obama e Hillary têm novas prévias

Quando subiu ao palco do Centro Cívico de Charleston, capital da Virgínia Ocidental, Barack Obama sabia que estava em território inimigo. Quase 95% da população é branca, só há três Estados com menos universitários formados, as mulheres são maioria e a porcentagem de pessoas com mais de 60 anos é grande -os quatro universos eleitorais que privilegiam Hillary Clinton.

Não é por outro motivo que a ex-primeira-dama lidera as pesquisas para a primária de hoje do Partido Democrata. Depois dessa, faltarão só cinco prévias para que termine oficialmente esse processo da corrida na oposição pela escolha de um candidato à sucessão de George W. Bush.

No geral, Obama lidera em todos os quesitos: votos de delegados e superdelegados partidários, votos populares, dinheiro arrecadado. É o virtual escolhido do partido. Mas precisa provar que pode se sair bem em universos como o da Virgínia Ocidental, e enterrar questionamentos sobre seu patriotismo, para bater o republicano John McCain.

Daí seu discurso de hoje ser voltado à ala mais conservadora. “O verdadeiro teste de patriotismo é se vamos servir aos nossos heróis que retornam da mesma maneira que eles nos serviram”, disse, sobre projeto de lei que melhora o tratamento de veteranos de guerra.

Prepotência
A aparição de ontem se deve, também, à avaliação de sua campanha de que uma ausência nesse Estado daria a idéia de arrogância, de que Obama já trata a candidatura como consumada.

Enquanto isso, Hillary continuava sua campanha por cidades do Estado negando os rumores de que anunciaria sua desistência. (Folhapress)

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