Goiânia, 13 de maio de 2008

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Reforma começa a
ser discutida na Assembléia

Presidente da CCJ afirma que, se governo tiver
interesse, projeto pode ser votado na próxima semana

Fabiana Pulcineli

O projeto da reforma administrativa será distribuído hoje ao relator e poderá ser votado antes mesmo do feriado, se for de interesse do governo. A informação é do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Helio de Sousa (DEM), que comanda também a Comissão Mista, onde a proposta começa a ser discutida hoje.

Mais inteirados dos detalhes do projeto, deputados estaduais começaram a organizar ontem audiências e discussões de pontos polêmicos da reforma. Parlamentares se manifestaram contra a incorporação da Agência Rural à Secretaria de Agricultura, da Escola de Saúde Pública à Secretaria da Fazenda, da Agência Ambiental à Secretaria de Meio Ambiente e dos comandos das Polícias Civil e Militar e dos Bombeiros à Secretaria de Segurança Pública.

Helio admite que todos os 38 membros da comissão mista devem pedir vistas do projeto e apresentar mudanças. Ainda assim, ele acredita que a proposta pode ir a plenário em segunda votação na quarta-feira, dia 21. “Se houver vontade do governo, é possível votar até quarta-feira. Só não será votado se o líder (Helder Valin, PSDB) não convocar extraordinária”, disse.

Apesar de o presidente da comissão considerar viável a apreciação na semana que vem, para a maioria dos deputados o projeto será votado na terça-feira seguinte ao feriado, dia 27. Mesmo os aliados admitem que, ainda que o projeto tramite em caráter de urgência, apreciá-lo até a próxima semana seria pouco tempo para as discussões.

A Comissão Mista serve para agilizar a tramitação e é usada para matérias urgentes. Se o projeto tivesse de passar por cada uma das comissões técnicas, o tempo mínimo seria de três semanas até chegar ao plenário. Além da comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a proposta seria submetida às comissões de Finanças e Orçamento e de Serviços e Obras Públicas.

Só não compõem a Comissão Mista o presidente da Assembléia, Jardel Sebba (PSDB), e os dois primeiros secretários, Ozair José (PP) e Cristovam Tormin (PTB). Os deputados costumam apresentar votos em separado por bancadas. Além das mudanças propostas na Comissão Mista, os parlamentares podem apresentar emendas também em plenário.

Protestos
O deputado estadual Coronel Queiroz (PTB) vai promover hoje de manhã reunião com as cúpulas da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros para discutir uma alternativa para não transformar os órgãos em superintendências. O parlamentar marcou também uma conversa com o secretário de Segurança Pública para reverter a situação. “O papel das forças de Segurança Pública está definido na Constituição de maneira cristalina e límpida, mas corre o risco de ser desfigurada ao reduzir sua autonomia”, disse.

Já o deputado Tiãozinho Costa (PT do B) organiza encontro com representantes classistas da agropecuária para discutir o fim da Agência Rural. Ontem, em reunião com representantes da Federação de Agricultura do Estado (Faeg), ele discutiu a elaboração de emenda para não extinguir o órgão. Amanhã, será a vez do deputado Mauro Rubem liderar audiência pública para discutir a incorporação da Esap à Sefaz. A mudança vem sendo discutida desde janeiro, mas os técnicos da Fazenda afirmam que a centralização das escolas de capacitação vão gerar economia para o governo.

Oposição
A bancada do PMDB espera reunião com técnicos da Sefaz para receber mais detalhes sobre as mudanças propostas pelo governo. Segundo o líder da bancada, José Nelto, após a conversa, a oposição vai elaborar uma proposta para aprimorar o projeto.

A reforma enviada pelo Executivo extingue 22 órgãos, põe fim a 1.961 cargos de chefia e estabelece economia com reduções salariais. A economia prevista é de R$ 11,1 milhões por mês.

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